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Experimentalista

Um blog onde exponho publicamente as pipas de massa que já gastei, dividindo-as em "bem empregues" e "desgostos"

14
Out16

Direito à 2ª opinião: Diagnóstico Médico

Sarah

Eu nasci de uma mãe sindicalista e com problemas de saúde desde uma idade em que ninguém devia estar doente. O resultado, foi eu, desde cedo, ter sido confrontada com o direito de questão e dúvida em relação ao diagnóstico médico. A minha mãe pergunta para que servem os medicamentos e a que lhe vão fazer mal, pergunta se aquela dose não será demasiado elevada e recusa-se a tomar coisas que lhe vão fazer mais mal do que bem. É assim o "terror" de muitos médicos mas o resultado disto, é que ela acaba a ser seguida por médicos que são bons comunicadores e que a tratam como pessoa e não apenas como paciente. Que é o que todos deviam obrigatoriamente fazer. 

Agora o meu caso:

Desde miúda, como é suposto e normal, já fui seguida por diferentes ginecologistas, entre médicos e médicas. De uns gostei, de outros saí do consultório a saber que nunca mais lá poria os pés mas, no geral nunca me senti negligenciada. Até há 2 meses atrás. 

Fui a uma consulta por causa daquelas "coisas de mulheres" e saí de lá com um diagnóstico de cepto uterino. Mais nada me foi explicado e a médica calorosamente chamou-lhe "olhinhos de chinês". "Ah mas é pequeno, nada a preocupar! Os bebés sabem o que fazem!". Tudo certo. Até eu chegar à nossa amiga internet e ver todos os cenários escabrosos deste tipo de diagnóstico, finalizando tudo com, "possibilidade de infertilidade ou abortos às 9 semanas".

Imaginam o pânico? Ainda que não queria ser mãe amanhã, eu quero ser mãe! E não é na altura de ir aos treinos que vou andar a ver se tenho ou não problemas de infertilidade! Fiquei doente com isto.

Duas outras médicas (estas sim, profissionais que me tranquilizaram) e uma mini fortuna depois, tenho exames marcados. E gostei especialmente da reacção da segunda médica

"Isto não se diz assim a uma mulher! Não se dá um diagnóstico de possível infertilidade e deixa-se por isso mesmo! Há exames, métodos de diagnóstico e eles são para ser usados. E não é quando a gravidez vai a meio!"

Passou-se e eu gostei.

Portanto.....isto só prova que perguntar, questionar e ter o direito sobre a própria saúde não é coisa de gente com mau feitio. É um DIREITO de todos nós. Há bons e maus profissionais em todo o lado e nós temos que procurar os melhores.

Logo vejo o que os exames vão dizer.....

 

Sarah

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