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Experimentalista

Um blog onde exponho publicamente as pipas de massa que já gastei, dividindo-as em "bem empregues" e "desgostos"

30
Dez16

Eu prometi que não faria balanços.....

Sarah

Mas sou tão Maria vai com as outras que não aguentei o xixi e lá vou eu.

Em suma, 2016 foi o ano mais estranho de sempre! Se por um lado, desconsegui tantas coisas e hoje sinto um cansaço acumulado e um corpo enfraquecido e que já não cura as gripes, por outro, foi o melhor ano desde 2011. Sim, 2011!!! Acho que depois de 2013, tem que se ser um ano muito fdp para eu o considerar pior e 2016, na realidade, não o foi.

Se a nível mundial foi um ano de "não acredito!" e de "vais ver que ainda acontece", a nível pessoal também foi exactamente isso que senti, mas para as coisas boas. Vamos lá resumir isto:

 

1- Ainda não tenho um trabalho bom, seguro, que me dê confiança, mas tenho o melhor chefe de sempre. Sabem quando fazem uma borrada (ainda hoje!) e esperam gritaria e insultos e a pessoa apenas respira fundo e pede para resolver? É um desses. E aqui me apercebo como, mais uma vez, 2016 foi de dicotomias: há um ano atrás, ainda tinha contacto com um patrão demoníaco e a mula (sem ofensas Mulinha) da mulher. Esses dois iam-me deixando louca, ponderei mesmo dar uma carga de pancada a cada um deles. E hoje, um ano depois, trabalho com um tipo a quem daqui a pouco darei um abraço e desejarei um sentido feliz 2017. 

 

2- Nasceu o pequeno milagre da família. A menina do meu irmão foi a maior e mais improvável surpresa de 2016: estamos a falar de um casal com um filho com mais de 10 anos que, depois de um parto traumático e uma gravidez que demorou a pegar, tinha desistido de ter filhos. E, de repente, a notícia de vir uma menina a caminho. Um torrão doce e cor-de-rosa, uma menina que gosta e pede abraços, uma menina que dorme em qualquer colo e que gosta de mantas de pêlo. Uma menina que eu esperei à porta da maternidade, rezando literalmente, "a quem estivesse a ouvir!". Uma menina que, parida por mim, não a amaria mais.

 

3-Encontrei, sei-o, o pai dos filhos que um dia terei. Eu não sou boa de aturar, sei disso. Eu sou a personificação da cantiga do Variações, eu só quero estar onde não estou, eu só quero ir onde não vou e ele, aceita tudo isto, e fica. E mostra-se um farol para um barco permanentemente à deriva, eu. Se somos tantas vezes tão diferentes, outras tantas, somos um fruto da mesma árvore. Ele não podia ser mais diferente de mim e, ainda assim funcionar tão bem.

 

4-Saí de casa da mãe para morar com o Querido. O drama, o horror e a tragédia! Saio de casa para "morar em pecado" com um homem 7 anos mais velho que eu, que já viveu outros relacionamentos mas, "ao menos" não tem filhos. E sabem que mais? Saí de cabeça erguida! Procurámos esta casa durante meses até que ela nos caiu no colo e, como o que tem que ser tem muita força, em 4 dias a casa era "nossa", tínhamos a chave na mão. E tem-nos sabido pela vida ter este canto, entrar num sítio e fechar a porta. A cozinha é minha, o meu reino, sem argumentações ou "isso não se faz assim!". Tenho a "minha casa" e ai de quem ma quiser tirar!

 

5-Engordei 8kg da boa vida, dos passeios, dos petiscos, das garrafas de vinho, das férias. E talvez por isso seja tão difícil perde-los: são quilos muitos felizes, de uma felicidade que o corpo se recusa a abandonar...cabrão.

 

6-Perdi amigos, senti-me muitas vezes dolorosamente sozinha. Senti que ninguém me entendia e que estava sozinha no mundo, no universo. Não sei se fui eu que me isolei ou se foram os outros que se afastaram. Mas sei que este ano deixei de fazer favores. Não vou aonde não quero ir, não como o que não gosto, não aceito o que não concordo e com isto vem o "quem quer come, quem não quer, deixa no prato". Não sei se o feitio apurou ou não mas hoje sei com quem posso contar: comigo. 

 

7-Fiz os 29 anos com os pés de molho no mar da Riviera Maya, água quente ás 22h00. E eu só pensava o que haveria de fazer com a minha vida, sem um emprego de jeito e sem dinheiro para "me aventurar no mundo novo da descoberta do eu". É que é muito bonito tirar um curso novo, descobrir uma nova carreira, aventurar por uma nova profissão, mas de cursos sem resultados estou eu farta! Eu quero acção e reacção, quero soluções, chamadas, emails respondidos, novidades. Acima de tudo, novidades.

 

E no fim deste balanço, ainda não sei como classificar 2016, ficando assim na minha pasta cinzenta. Cinzento....uma cor que o Querido me ensinou: que nem tudo pode ser preto no branco. (Nada a ver com as 50 sombras seus atrevidos!!).

 

Venha de lá 2017, ano para o qual guardo uma tremenda expectativa e que vou iniciar num casamento! Vixe!

 

 

Sarah

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