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Experimentalista

Um blog onde exponho publicamente as pipas de massa que já gastei, dividindo-as em "bem empregues" e "desgostos"

23
Jan17

Há coisas que dinheiro nenhum compra

Sarah

Este post não tem qualquer carácter político, nem não espelha a minha posição política em relação à persona de Donald Trump enquanto Presidente-Eleito dos Estados Unidos da América. Este post é sobre um casal, duas pessoas, o Donald e a Melania. 

Independentemente das políticas de Obama, do que fez ou não fez, do que bombardeou ou não, ele e a Michelle formam aquele casal que mostra o que nós todos queremos:ser felizes. Têm duas miúdas, que cresceram na casa mais vigiada do mundo, e se tornaram duas jovens mulheres, inteligentes e com um futuro que esperamos que seja brilhante. O Obama e a Michelle são aquele casal que vemos de mão dada na fila do supermercado ou que dançam um bocadinho quando ouvem uma música que gostam nos altifalantes. São aquele casal em que ela tem ciúmes e os mostra e em que ele tem um orgulho tremendo na sua miúda. São um casal em que rapidamente percebemos quem é o alicerce da casa (ela) e quem aceita e pede conselhos, de igual para igual (ele). São e serão sempre, um casal modelo.

E depois temos a Melania e o Donald. O Donald com o seu ar plastificado, desprovido de carinhos ou afectos e a Melania, com aquele ar de ratinho assustado a viver um pesadelo WTF, esperando a qualquer momento acordar na sua casa sem aquecimento na Eslovénia, com a mãe a mandá-la ir rachar lenha. Contudo, ela personifica o sonho americano. Se está à altura ou não da tarefa, isso já são outros 500.

Para mim, o momento mais constrangedor do casal, foi a dança do Baile da Tomada de Posse do 45º Presidente Americano. Se do Barak e da Michelle tínhamos uma cumplicidade deliciosa e um swing de fazer inveja, com o Donald e a Melania a coisa foi do mais constrangedor, mais sem clima e sem parceria, que eu já vi na minha vida! 

 

 

 E claro que a internet não perdeu tempo em parodiar a situação, com a Melania com aquele ar de "ai miga tu liga-me lá prás 21h30 a dizer que é uma emergência a ver se acabo o date com a porra do velho!!!"

Fora, claro está, todos os momentos de cavalheirismo do Obama para com a sua Michelle, enquanto o Trump não passa de um calhau que só pensa na sua imagem e na sua presença. Para quem, como eu, sofre de avançado expressionismo facial, incapaz de disfarçar qualquer tipo de emoção, deixo este momento passado com a Michelle, na recepção ao casal Trump:

Lindo não é? 

Em suma, passamos de um casal next door, a quem pediríamos açúcar ou arroz, para um casal com 30 empregadas, que entra na garagem e sai da garagem, onde ele é cor-de-laranja e ela tem sempre aquela cara de quem cheirou um peido. 

Vamos ver como a coisa corre.

Sarah

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