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Experimentalista

Um blog onde exponho publicamente as pipas de massa que já gastei, dividindo-as em "bem empregues" e "desgostos"

21
Ago17

Haja força de vontade!

Sarah

No marasmo de sábado à noite em pleno mês de agosto (!?) decidimos ver um documentário sobre a alimentação que fazemos. Procurámos, procurámos (tudo no Netflix) e como eu já tinha visto o Cowspiracy  de Louie Psihoyos, decidimos experimentar o What The Heatlh, de Kip Andersen. A chamada do filme ganhou-me logo: The Heatlh film that health organizations don´t want you to see e a verdade é que, ao fim das quase 2h de filme, sentimos que nos tinham entrado em casa, pois tudo o que foi exposto em momento algum foi extremista ou anti-pessoas-que-comem-carne, apenas nos esclareceu como a "grande máquina" funciona.

Claro que não deixou de ser assustador ver o que andamos a comer, nomeadamente, o que o que andamos a comer nos faz: os antibióticos do leite, as infecções a que os animais estão sujeitos, os resíduos fecais que encontramos nas carcaças que a seguir consumimos....enfim! Assusta não é? Confesso que estivemos grande parte do documentário de boca aberta a pensar "então mas o que é que eu como!? O que é que não me mata!?" Procurando bem, é todo um novo mundo à nossa frente.

Já desde o início do ano que deixe os leite (bebo bebida de arroz) e reduzi muito o consumo de porco e vaca mas o frango mantive a todo o gás. E o peixe claro. Contudo, depois de ontem, quer eu quer o Querido decidimos:

 

Vamos (tentar) ser vegetarianos!

 

Um corte radical ia dar cocó, íamos cair em pecado ao fim de um mês, se tanto!, e acabaríamos a ser uns infelizes por isso o plano é:

-Cortar com TODA  carne, enchidos e derivados incluídos;

-Cortar com o leite (o Querido) e reduzir muito no queijo (aguenta coração!)

-Aprender a cozinhar novamente todas as 154268 formas de comer legumes

-Estudar o que devemos mesmo comer para não sofrermos com a perda da vitamina B12 e Ferro (suplementação vegana existe)

-Dizer em voz alta ás nossas famílias criadas à base de leitão e churrascadas que agora queremos peixe ou hamburguers de legumes.

 

Entendam, isto da comida para nós não passa de uma mera necessidade fisiológica: nós amamos comer, nós rodeamos a nossa vida social em volta da comida, nós não combinamos uma leitura num jardim ou ir andar de patins, nós combinamos IR A QUALQUER LADO COMER! Isto sem qualquer fundamentalismo da nossa parte pois não pretendemos evangelizar ninguém: é uma escolha nossa, como ser do benfica ou do grande Sporting!

Contudo, depois do que eu já acreditava sobre o que é ou não saudável, depois de sentir que o meu corpo já não processa o leite normal, a carne de porco e os enchidos....isto tem tudo para ser uma mudança para melhor. Iremos manter o peixe (de mar sempre que possível e fugindo ao salmão) e os ovos e algum (pouco) queijo.

Agora deixo o apelo: vegetarianos desta blogosfera, como foi para vocês a mudança? Perderam amigos, a família deixou de vos falar, as pessoas referem-se a vocês como seres de uma seita maléfica de adoração da courgette e do tofu? Falem comigo, preciso do vosso amor verde.

 

 

Sarah

 

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