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Experimentalista

Um blog onde exponho publicamente as pipas de massa que já gastei, dividindo-as em "bem empregues" e "desgostos"

26
Dez16

Ho Ho Ho....ainda vou a tempo?

Sarah

Este Natal (todo o mês de Dezembro a bem da verdade) deu-me uma grande tareia. Desde a mudança para a casa nova, criar rotinas, tentar manter rotinas que não podem ser mudadas, perder muitas horas de sono, este Natal foi o equivalente a esperar 1 hora na fila para andar de escorrega: quando damos por nós, já acabou.

Já há uns anos que o Natal não sabe ao mesmo.....ainda que sempre o passe com a família, ainda que se tenha criado uma dinâmica gira entre os meus pais, faltam-me alguns dos pozinho de perlimpimpim que costumavam pautar esta época, contudo, o Querido este ano foi um grande ponto bom, uma grande prenda na minha árvore.

Uma coisa que sempre me chateou foi dar prendas porque sim. Eu prefiro receber umas cuecas, sabendo que foram escolhidas para mim, com todo o cuidado, do que receber uma coisa cara mas que "ah pois não sei se era bem isto mas toma lá!". Isto põe-me doente, pelo simples facto de que eu nunca o faço! Eu perco anos de vida e não sei como ainda não me chegaram os cabelos brancos porque eu procuro o que for preciso por uma prenda para aquela pessoa em particular. Mas o Querido....o Querido este ano pôs prendas debaixo da árvore, fez-me surpresas e abrimos as nossas prendas só os dois, na nossa casa, de mim para ti e isso trouxe de volta o Natal de que já tinha saudades.

Mais uma vez, comi o juízo. Fiz montagens de doces, pus tudo o que conseguia dentro de um pequeno prato de sobremesa, quase como aqueles programas que metem 20 pessoas dentro de um carocha. E o corpo, o corpo quase nos 30, acusou as asneiras com um cansaço ainda pior, como quem diz "caramba pa! E uma sopa? E um bife grelhado com salada? E apenas água, algo sem açúcar?!".

Como "falha minha" apenas tenho pena de não ter conseguido fazer a árvore da minha mãe. Pela primeira vez, não houve árvore de natal lá em casa, nem mesa posta, apesar de estar o clássico cheiro a doces do Natal. E começo a aperceber-me cada vez mais da idade da minha mãe, dos seus quase 70 anos e caramba, quantos Natais ainda teremos? O mesmo com o meu pai...

Posso não ser uma miúda tradicional mas gosto de tradições e eles os dois, criaram as minhas. Sinto por isso a obrigação moral de absorver tudo o que tenham para me passar, até à última gota.

E agora, se me permitem, espero que o vosso Natal tenha sido tremendamente feliz e cheio de amor, daquele amor que nos deixa quentes por dentro, por mais fria que esteja a noite. 

 

Ah e dizem que hoje é o boxing day. Se eu me meter num centro comercial nos próximos 15 dias é porque já não estou no uso total das minhas capacidades. 

 

 Sarah

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