Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Experimentalista

Um blog onde exponho publicamente as pipas de massa que já gastei, dividindo-as em "bem empregues" e "desgostos"

03
Out16

Isto parte-me ainda mais o coração

Sarah

Se há actor que admirava com tudo o que tenho era o Robin Williams. Sempre o achei maravilhoso, um tipo com uma sensibilidade extrema, um talento ímpar. Posso dizer que era (e é) o meu actor favorito. Sei que para muitos este filme passou despercebido mas para mim, é aquele filme onde vemos o Robin para além das pantominices, das graças, da comédia: é o What Dreams May Come. Para além da estética lindíssima do filme, a história e a interpretação dele estão impecáveis, flwaless.

Então quando soube no fim de semana passado que ele sofria da Doença dos Corpoes de Lewy isto "ajudou-me" a entender porquê que um homem destes poria um fim à sua vida. Estamos a falar de uma doença degenerativa, da classe da Alzheimer ou da Parkinson, altamente incapacitante e a curto tempo. Esta informação saiu numa carta escrita pela mulher de Robin, com o intuito de explicar ao mundo o porquê dos actos de um homem, marido e pai maravilhoso.

Durante muito tempo especulou-se que tinha voltado a cair no vício. Que estaria novamente dependente de álcool e drogas. Depois de ler a carta dela......antes fosse. Antes ele estivesse "apenas" dependente de si mesmo para mudar o curso da sua vida. Mas este estava doente, tão doente, e as incapacidades começaram a ser diárias. Já não memorizava os textos ou fazia-o com uma dificuldade tremenda, não dormia, começava a ter alucinações e acessos de raiva. A doença é uma espécie de fusão doentia do Alzheimer e do Parkinson, desorganiza a cabeça e o corpo, ficasse ali perdido, sob o jugo dela. 

Robin esteve assim no seu direito de não se deixar consumir por algo que não era, que nunca foi. Era louco, mas genialmente louco. Perdia-se no seu talento e levava-nos atrás. E nós adorávamos. Morreu nos seus termos, quando achou ser o momento certo. Ainda que, talvez, não o quisesse. Quantos de nós poderemos vir a dizer o mesmo?

 

Sarah

2 comentários

Comentódromo