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Experimentalista

Um blog onde exponho publicamente as pipas de massa que já gastei, dividindo-as em "bem empregues" e "desgostos"

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Mar17

Meus Ricos Açores #2: O dia de passeio

Sarah

Começámos a manhã bem cedo, o que para nós foi lá para as 9h da manhã ahaha e partimos no nosso maquinão, vaidosos da vida, rumo ao lado direito da ilha. O percurso já vinha estudado de Lisboa (tudo pelo homem, imagine-se!) então sabíamos bem onde teríamos que ir, no pouco tempo disponível. No somatório final, acho que falhámos poucos ponto chave, tendo deixado para trás apenas as coisas que pediam mais detalhe como a Ermida da N. Srª. da Paz (ainda estou roída com esta!!), a vista das baleias e golfinhos (a 55€/pessoa haja amor gente...), o farol do Arnel e o Parque Terra Nostra. Oh pena, teremos que voltar! ;)

 

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Ainda sonho com estas papas de aveia!

O verde de S. Miguel: E por falar em vegetação....é impossível ir a S. Miguel e não parar em todos os miradouros para ver a paisagem. Nunca estive num sítio tão verde e tão arranjadinho ao mesmo tempo. Os montes estão cobertos a relva, não mato e urtigas, mas relva! Ah e se em Lisboa nós temos pombos, em S. Miguel eles têm vacas. Não há pedaço de pasto que não tenha uma vaca pintalgada enchendo a barriga e a dormir altas sestas na relva fofinha. Vacas felizes é pouco (slogan da marca Terra Nostra), estas tipas têm melhor vida que eu! Estão bem nutridas, andam à solta e fazem o controlo da vegetação da ilha toda, já que é mais do que normal ver uma vaca numa escarpa de inclinação apenas recomendada ás cabras do monte. A ilha é um misto entre as paisagens dos Alpes suíços e a riqueza de vegetação do Gerês. É um fundo do Windows, é de tirar o ar a quem gosta de natureza. 

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Esta maravilha a cada paragem

 

Dia 1:

Saímos do hotel rumo ás Portas da Cidade de S. Miguel. São icónicas, é como ir a Roma e não tirar a selfie com o Papa, então fomos lá directos já que ficava a uns escassos 10 minutos do hotel. Confesso que a baixa de Ponte Delgada me surpreendeu pela positiva: poucas "lojas para turistas", poucos táxis, sem inúmero transportes a chamarem-nos e, o melhor, sem ninguém a abordar-nos na rua a oferecer cenas e coisas. Foto tirada, dois caramelos felizes (fiz uns olhares assustadores a um senhor que estava a estragar o enquadramento) e partimos ao nosso destino.

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Lagoa: Fizemos uma breve paragem em Lagoa para ver a vista da praia e o "mar a sério", azul profundo, daquele que nos dava uma tareia e nos fazia chegar a Miami se bem lhe apetecesse.

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Pena a foto não lhe fazer jus. Que mar lindo!

 

Lagoa das Furnas: A paisagem da Baviera por excelência! Uma lagoa plana, de margens definidas, ladeada a belíssimas árvores e lá ao fundo, encontramos a Ermida de Nossa Senhora das Vitórias. É mais um daqueles locais de postal, onde os caramelos tiraram carradas de fotos! Uma das soluções que encontrámos para mostrar a quem não foi connosco o que é S. Miguel foi a gravação de alguns dos percursos de carro, pois só assim, se entende o verde desta ilha. 

 

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 Opah ela ai a espreitar! Apenas uma panorâmica daria para mostrar a beleza do sítio

 

Poça da D. Beija: um complexo de termas naturais,em Lomba das Barracas, Furnas, com  a água borbulhante a sair das pedras a 39º.O sonho, o oásis, de uma friorenta crónica que congela a temperaturas abaixo dos 20º C. O sítio é para lá de giro: é um misto entre piscinas mexicanas e paisagem japonesa, graças à riqueza de vegetação exótica, com os seus fetos de braçadas gigantes e com musgo a nascer na mais pequena brecha deixada pelo homem. O dia estava quente, estavam quase 20ºC por isso não sentimos muito medo de tirar as 30 camisolas e vestir roupa de banho. A entrada custa 8€ por adulto e podem alugar cacifo (+ 2€) e toalha (+1€), coisa que eu recomendo que as águas são levemente barrentas. Roupa de banho vestida e lá vão eles, a ignorarem o facto de estarem transparentes e gordos. Toda a zona cheira um pouco a enxofre mas é suportável e a água é deliciosamente quente. Mas, tinha que haver um mas, acabámos os dois com quebras de tensão. O calor cá fora, o calor da água e a falta da bica curta e sem açúcar fez das suas então ficámos menos tempo do que seria expectável. Contudo, por favor, vão à Poça! Aquilo é lindo, está bem cuidado, não estava exageradamente cheio e é todo um abraço quente no corpo, um "cobertor" molhado e muito quente. 

 

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De-mo-lho! Até termos um badagaio com os calores ahaha

O cozido das FurnasMais um must do do turista que vai a S. Miguel. Marcámos no Restaurante Caldeiras e Vulcões, no centro da Povoação. A fome já estava negra mas como ainda era cedo (12h30) fomos ver as furnas activas no centro da vila. Já imaginaram abrir uma panela de água a borbulhar? A sensação é esta, e o pivete a enxofre é substancialmente maior. Não deixa de me surpreender como uma terra tão fervilhante e revolta, deu origem a um sítio tão lindo! Chegados ao restaurante, serviram-nos um cesto de pão tradicional e uma tábua de queijos com o melhor doce de tomate caseiro de sempre. Bebemos a tradicional Kima de maracujá e eis que chega o cozido: estava bem servido mas pensei que fosse diferente. Que soubesse a algo diferente, que trouxesse algo de novo mas não encontrei nada de surpreendente. Talvez fosse do restaurante, era um bom cozido, mas a fama é maior que o proveito. No fim, um ananás do açores (o meu com calda de caramelo e o dele a seco) para acordamos as papilas gustativas e as rugas da cara que era, pelo amor da santa, a coisa mais parecida com limões que já comi na vida. Seguimos, 

 

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O meu ananás (pornográfico) e o do Querido

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Panela de pressão for humans

Ribeira Quente e Ponta de Albufeira: Curta passagem, apenas para vermos o aqueduto (lindo lindo parece um postal!) e seguimos.

 

Miradouro de Faial da Terra: É uma pequena região que fica entre montes, pitoresca e linda, como são todas nos Açores.

 

Lagoa do Fogo: O grande objectivo da tarde era a Lagoa do Fogo, último destino antes do jantar. Iniciámos a subida com um sol maravilhoso mas, nem seria a mesma coisa, se a meio do caminho não surgisse um nevoeiro de fazer inveja ao Cid e ao D. Sebastião. Um mimo, daqueles nevoeiros em que podemos ter um Godzilla sentado ao nosso lado que não o vemos mas, nem tudo é mau, pois conseguimos tirar umas fotos lindíssimas acima das nuvens, com uma luz que se difundia por entre as nuvens e dava a toda a zona uma aura de senhor dos anéis. Mágico! Começámos a descida em direcção a Ponta Delgada que o jantar seria em Rabo de Peixe. 

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 Se olharem com atenção, está ali um Hobbitzinho

 

Caldeira Velha: Aproveitámos a descida e fomos ao Parque da Caldeira velha mas, sinceramente, esperávamos mais. O parque é bonito sem dúvida, rodeado de uma densa florestação e com cascatas mas é pequeno e o trilho estava fechado pelo que chegámos lá e pouco tivemos para ver. Contudo, a valer mesmo a pena, é o Miradouro da Caldeira velha, esse sim, com mais uma paisagem de tirar a respiração.

 

 

Rabo de Peixe: Os únicos locais que nos surgiram como obrigatórios para uma refeição foram um que vendesse um bom cozido das furnas e a Associação Agrícola de Rabo de Peixe. É sabido que esta é a zona mais pobre da Europa,mas a população e as várias medidas da Junta de Freguesia têm feito por contrariar isto e assim retirar desta zona a sua má fama. Confesso que esperávamos um restaurante pequeno, quase tasca mas, a verdade é que demos com um espaço que dava para fazer um casamento de uma família numerosa! Tudo estava arranjado, era moderno e a fila era considerável. Tentámos fazer marcação prévia mas como éramos só dois não nos deixaram. E porque fomos nós a este sítio em especial? Pelos bifes. Venderam-nos, ainda em Lisboa, que íamos ali comer o melhor bife das nossas vidas! O Querido comeu um bife do lombo à chefe e eu comi uma alcatra com queijo da ilha. O Querido lambeu os beiços e eu tive que dar bem ao dente que, ainda que mal passado, o meu bife era rijo "que nem cornos" mas o molho estava muito saboroso. Ao todo, pelos bifes, uma sangria e um doce da casa pagámos perto de 50€, achei caro mas quando somos turistas fazemos destas coisas. Demos a noite por terminada, ainda que tivesse sabido bem ir a algum sítio beber uns copos mas não encontrámos nenhum local...mea culpa nossa assumo, que no restaurante era só malta nova preparada para ir ramboiar por isso nós é que não encontrámos o sítio.

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 Ainda sem os bifes: eram coisa que ia de um lado ao outro do prato!

 

Para o último dia deixámos a jóia da coroa: As sete cidades! E queríamos também tentar voltar à Lagoa do Fogo e voltar a Ponta Delgada para os souvenirs (QUEIJO!!! KILOS DE QUEIJO!) e para um geladinho na Quinta dos Açores. 

Stay tuned!

 

 Sarah

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