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Experimentalista

Um blog onde exponho publicamente as pipas de massa que já gastei, dividindo-as em "bem empregues" e "desgostos"

26
Set16

Sobre as galinhas das vizinhas e a morte das mesmas

Sarah

Eu sei que criei este blog como plataforma de partilha de dicas, generalista e privado de opiniões próprias. Claro que parece que não me conheço ao negar que mais cedo ou mais acabaria aqui a escrever as minhas opiniões e noções de certo e errado. E além disso hoje é segunda-feira, tenho que ir ao ginásio daqui a 15 minutos e nem eu me aturo portanto tudo o que leio e acho genuinamente estúpido mexe mais comigo do que nos outros dias.

A galinha da vizinha:

Chama-se UBER. Oferece um serviço de excelência e diferenciado num país onde para ser taxista ou trabalhar em transportes públicos, o único critério para ser apenas respirar, não sendo o factor cérebro indispensável à prática da profissão. A UBER veio contrariar isso. A resposta dos taxistas: matá-los ainda era pouco.

 

O Governo/Geringonça

O governo vai legalizar o UBER.: os motoristas terão horas de formação. e terão que apresentar um título de condução específico. Teremos novos dísticos a identificar os carros (que não poderão ter mais de 7 anos e com seguro igual ao dos táxis). Só poderão ser chamados pela aplicação. Não poderão andar em faixas 'BUS' e têm que passar factura. E não terão os mesmos benefícios fiscais que os taxistas pois serão considerados fornecedores de serviços de tecnologia.

 

Resposta da ANTRAL:

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E é isto. Porque elevar o nosso serviço à qualidade do outro, fazer por superar a mesma, e finalmente arrumar com a UBER não é justo. Porque se eu tenho um táxi com 20 que cheira a tabaco e peidos, que faz barulhos assustadores por todo o lado e eu mesmo considero o banho como um extra de serviço, não estou para mudar isto. Porque quando o cliente pede factura eu tenho direito a fazer trombas. Porque quando o cliente diz para onde quer ir eu posso muito bem arrancar sem perguntar pelo caminho preferido. Porque eu posso levar o rádio a dar o relato da bola (um derby lisboeta por exemplo) e ir o caminho todo a insultar os sportinguistas. E se o cliente for sportinguista isso é problema dele. Porque eu posso apanhar uma miúda nas docas às 4h da manhã e achar que o melhor caminho para a levar para o destino (a casa dela) é pelo Monsanto. Porque eu posso passar um sinal vermelho ou fazer manobras perigosas e chamar filho da puta a quem me apitou. Enfim, porque "eu sou um taxista e estes cabrões da UBER vão todos morrer à pancada". Obrigada One Woman Show por partilhares isto.

Eu amo o meu país e as minhas gentes. Mas ás vezes, em pequenas vezes, sinto que a guerra do Ultramar e a emigração ficaram com os portugueses errados.....

 

Sarah