Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Experimentalista

Um guia, uma ideia, uma sugestão, ou apenas um sítio onde vir dar um passeio

Experimentalista

Um guia, uma ideia, uma sugestão, ou apenas um sítio onde vir dar um passeio

Seg | 31.10.16

29 and counting: Viva México! #1

Sarah

Pois é meus amores blogosféricos, aqui a Je, a maior saloia que, ainda que já tenha palmilhado meia Europa nunca dela tinha saído, foi ao México. E foi ao México como prenda de anos do Querido! Digam lá que não tenho o namorado mai lindo e que mai gosta de mim? Também ele tinha férias e se ele não "oferecesse", a contar pelas minhas Finanças em tudo piores que as do país, íamos curtir duas semanas de Quarteira. 

O que dizer destas férias? Tendo em conta que estava no México e vos fiz um post todo melicodoce cheio de coisas bonitas, podem imaginar o estado de graça em que aqui a criança se sentia e, fora as parvoíces, há muito, mas muito tempo que não me senti tão feliz. 

Ora bem, vamos por partes:

 

A marcação da viagem

Este ano as férias só chegaram em Outubro. Nada que me desagradasse muito, mas a verdade é que eu já confundia a mão direita com a esquerda, dormia pouco e mal e fazia asneiras ridículas. E o Querido estava igual. Então lá começámos a pensar para onde poderíamos ir e ele, assim em bom, mete o México nas opções. Claro que tudo o que vinha daí para baixo foi com os ananazes e México seria! 

Fomos a uma agência da Abreu (passando a publicidade, mas o meu idoso so viaja com agências em bom, com as pessoas que conhece há 234 anos) e eles deram-nos valores (simpáticos até) para uma semana. As datas? O meu aniversário claro que, de há 3 anos para cá, tem sido cada vez mais miserável. Not this time, not this time! Ainda tivémos um inconveniente com as disponibilidades do hotel que queríamos, acabando a ir para outro. O que acabou por ser a melhor decisão de sempre! Dali  um mês eu ia estar de molho em água morna....

 

O voo

Não consigo dormir nas viagens. É impossível, o meu corpo só assume que é para dormir se estiver deitado, cabeça numa almofada, de preferência, virada para o lado esquerdo. Posso estar a morrer de sono, ter tomado dois vomidrines, estar bêbada, não durmo, então a ideia de 9h dentro de um avião soava-me a pesadelo. Não foi.

Ainda que não tenha dormido nada (muito pela hora do voo, ali a meio do dia), as primeiras 5h até passaram bem. O avião era um charter por isso não há cá espaços para perninhas nem revistas actuais e a comida era do pior que já me passou pelo estreito mas passou-se. O pior foram as últimas 4h. Foi doloroso! As pernas já só queriam estar esticadas, torbulência com fartura, crianças a chorar e fome. Até que no monitor, lá ao fundo, se vê Cancun e, caramba, estamos a chegar ao México! A companhia foi a Orbest e ainda que fosse muito Or, não era muito Best. 

Safaram-se os filmes (Creed, Rio e mais outro).

 

Estamos no México

Saio do avião aos saltinhos, nem no Natal fico assim! O nosso voo foi o único naquela noite por isso a confusão não era muita e rapidamente estávamos nas filas para carimbar o passaporte. E eu, parolinha, de passaporte na mão e sorriso de orelha a orelha com aquele ar mesmo "ai menina carimbe lá isso que eu quero sentir água do mar quente nos pés!". Carimbos tratados, espera de 40 minutos pelas malas e saímos do aeroporto e do seu A/C. 

Como é que eu vos explico isto......eram 19h45 hora local e a sensação foi a de ter um ventilador ligado no quente apontado à minha cara. Senti naquele preciso momento que estava de férias. Que estava nas caraíbas e que aquilo ia ser tudo o que nunca tive no meu país. Estavam 32º e um rapazinho suado que segurava um cartaz levou-nos ao nosso autocarro.

 

A viagem até ao Resort

Em Portugal já eram quase 3h da manhã por isso metade do que o guia disse eu já ouvi, apenas retive que íamos ser os últimos a sair do autocarro. Sei que ele falou dos mosquitosauros (morderam-me por cima das calças!), alertou-nos para o valor a pagar em € no fim da viagem e pediu a propina para o bagageiro. No México eles pedem propina para tudo mas como fazem a festa com 1$ até o mais sumítico dos Tios Patinhas vai semeando dólares. Connosco seguiam dois casais em lua-de-mel, um grupo de 6 amigos e amigas e um casal já entradote com a filha trintona (más línguas...). Eu já só queria chegar ao hotel e o Querido já só respondia como monossílabos. 

 

 

Catalonia Playa Maroma

Um corredor verde ladeava o autocarro. Lombas a cada 5 metros faziam-nos saltar nas cadeiras e de vez em quando lá se via um bicho a passar demasiado rápido para conseguirmos perceber o que era. Tinha caído uma chuvada há menos de uma hora então a terra deitava ainda fumo quente, suava. No rádio tocava uma balada mexicana, do meu sofrida que há e, umas filas atrás de nós, o grupo de 6 ria e contava piadas e ia gritando "carrega Xico!" ao nosso condutor. 

Parámos na entrada do Hotel. É bonita, larga e com chão de pedra e arenito. O telhado é feito de uma teia de troncos cobertos com colmo seco e no meio há uma fonte. Está tanto calor! Está tão bom. Tiramos as malas e de seguirmos para o quarto damos as indicações ao bagageiro (que não levou propina e até hoje, nos deverá odiar). Fazemos o check-in, recebemos as indicações e vamos para o quarto. 

 

 

Continua...

 

 

20161017_085136.jpg

 

Sarah

Seg | 31.10.16

Em relação ao Halloween....

Sarah

Acho giro andar tanta gente entretida e divertida com as máscaras, ali tudo entre a bruxa e o vampiro, contudo há uma coisa que eu não consigo deixar de pensar:

 

AMANHÃ SÃO AS ELEIÇÕES DOS ESTADOS UNIDOS E O TRUMP E A HILLARY ESTÃO A UNS SINGELOS 1% DE DIFERENÇA NAS INTENÇÕES DE VOTO

 

Nos últimos anos temos importado várias tradições americanas mas, se há coisa que eu não quero importar, é o "Presidente" Trump. E com isto não digo que a Hillary seja melhor escolha.....

Posto isto....entre vampiros e bruxas, lembrem-se que estamos a celebrar uma cultura que está a 1% de diferença de eleger o Trump. O TRUMP! 

 

Sarah

Seg | 31.10.16

E o regresso ás terras Lusas de Sertório e Viriato!

Sarah

É verdade, senhoras e senhores. Ao fim de um ano tive duas semanas de férias. E o que eu laureie a pevide!

Primeiro porque fiz pela primeira vez uma daquelas viagens de 9h dentro de um avião, com não sei quantos jet lags diferentes e com direito a passaporte e passagem na alfândega. Falarei mais durante esta semana pois foram umas férias que valem mesmo, mas mesmo, a pena.

Depois, descobri um sítio muito agradável e a um óptimo preço na terras algarvias, mais concretamente, em Portimão. E também deste sítio pretendo falar durante os próximos dias.

Por fim, tenho 29 anos caramba. Feitos no dia 17 e com direito a post directo do outro lado do Atlântico. E sen antes já sentia esta necessidade de fazer acontecer e pôr a mexer, então agora, com os 30 a um degrau de distância, estou que nem eu me aturo! 

 

Posto isto, blogosfera do meu coração, preparai-vos para uns quantos posts mete nojo à laia de "ó pra mim de molho e a curtir os 30 graus e vós todos de molho mas em chuva!".

 

Sarah

Seg | 17.10.16

Eu nem sou muito destas coisas....

Sarah

.....mas hoje faço 29 anos. E estou tão tão feliz que ontem a meia noite, quando pela primeira vez entrei na água do mar e ela estava quente e a lua cheia era maravilhosamente branca e brilhante, me deu vontade de chorar. E porque eu tenho tido tantas dúvidas e medos, tenho sentido incapaz e cansada, tenho-me perguntado porque ainda não alcancei todas as minhas metas, mas depois, dias como o de hoje acontecem e cai-me no colo um homem maravilhoso como o que tenho. E nestes dias, até dá medo de dizer em voz alta, que sou feliz❤ Sejam-no vocês também!

IMG_20161017_082332.jpg

 

Sex | 14.10.16

Direito à 2ª opinião: Diagnóstico Médico

Sarah

Eu nasci de uma mãe sindicalista e com problemas de saúde desde uma idade em que ninguém devia estar doente. O resultado, foi eu, desde cedo, ter sido confrontada com o direito de questão e dúvida em relação ao diagnóstico médico. A minha mãe pergunta para que servem os medicamentos e a que lhe vão fazer mal, pergunta se aquela dose não será demasiado elevada e recusa-se a tomar coisas que lhe vão fazer mais mal do que bem. É assim o "terror" de muitos médicos mas o resultado disto, é que ela acaba a ser seguida por médicos que são bons comunicadores e que a tratam como pessoa e não apenas como paciente. Que é o que todos deviam obrigatoriamente fazer. 

Agora o meu caso:

Desde miúda, como é suposto e normal, já fui seguida por diferentes ginecologistas, entre médicos e médicas. De uns gostei, de outros saí do consultório a saber que nunca mais lá poria os pés mas, no geral nunca me senti negligenciada. Até há 2 meses atrás. 

Fui a uma consulta por causa daquelas "coisas de mulheres" e saí de lá com um diagnóstico de cepto uterino. Mais nada me foi explicado e a médica calorosamente chamou-lhe "olhinhos de chinês". "Ah mas é pequeno, nada a preocupar! Os bebés sabem o que fazem!". Tudo certo. Até eu chegar à nossa amiga internet e ver todos os cenários escabrosos deste tipo de diagnóstico, finalizando tudo com, "possibilidade de infertilidade ou abortos às 9 semanas".

Imaginam o pânico? Ainda que não queria ser mãe amanhã, eu quero ser mãe! E não é na altura de ir aos treinos que vou andar a ver se tenho ou não problemas de infertilidade! Fiquei doente com isto.

Duas outras médicas (estas sim, profissionais que me tranquilizaram) e uma mini fortuna depois, tenho exames marcados. E gostei especialmente da reacção da segunda médica

"Isto não se diz assim a uma mulher! Não se dá um diagnóstico de possível infertilidade e deixa-se por isso mesmo! Há exames, métodos de diagnóstico e eles são para ser usados. E não é quando a gravidez vai a meio!"

Passou-se e eu gostei.

Portanto.....isto só prova que perguntar, questionar e ter o direito sobre a própria saúde não é coisa de gente com mau feitio. É um DIREITO de todos nós. Há bons e maus profissionais em todo o lado e nós temos que procurar os melhores.

Logo vejo o que os exames vão dizer.....

 

Sarah

Qui | 13.10.16

O Nobel Dylan e os mixed feelings que isto me dá

Sarah

A internet "crashou" há alguns momentos quando o Nobel da Literatura foi relevado: Bob Dylan. E a falta de consenso não podia ser maior, ou amam ou odeiam, a mim, dá-me apenas alguns (muitos) mixed feelings.

Se por um lado dou as maiores e mais sinceras felicitações ao artista e arquitecto musical que é Dylan, por outro, no que à literatura diz respeito, sou ainda uma quadradona. Vejamos:

-Há quem diga que o Dylan ganhar um Nobel é o equivalente a um escritor ganhar um Grammy porque uma obra sua foi musicada; correcto

-Mas não poderão os poemas das letras de Dylan ser considerados, literatura? E para não falar só de Dylan. Freddy Mercury, Janis, Bob Marley. Não foram todos eles letristas de obras fantásticas? Contudo

-Se não fossem musicadas o efeito seria o mesmo? Teriam as letras de Dylan chegado a nós da mesma forma e com a mesma intensidade, se fossem "apenas" literatura?

 

Já o prémio do ano passado foi muito criticado por ter sido atribuído a Svetlana Alexievich, uma jornalista ucraniana de não-ficção. Há quem não considere este género um estilo literário, mas sabem que mais escrevia não-ficção? Churchill, Hemingway, Max Weber, Martha Gelhorn, entre tantos outros brilhantes escritores. Posto isto, será o Nobel de Dylan a consagração de um letrista, musicólgo e poeta e a abertura dos horizontes estritos e sérios da academia sueca?

Não me choca o prémio para Dylan, apenas ainda não o digeri muito bem.

Enquanto isto, a dona Alice Vieira já diz que é ridículo e que para o ano vai o Quim Barreiros à nomeação. Na minha terra isto tem um nome - cotovelite dolorosas!

 

Sarah 

Qua | 12.10.16

Isto das mudanças....

Sarah

Sou a tipa mais ansiosa no que diz respeito a mudanças. Fico a suar frio, tenho tremores, deixo de dormir. Tenho um imenso medo de, mesmo não estando como quero, mudar e isso acabe a ser para pior. Ainda que tudo aponte para o contrário. Neste momento, a uma semana de fazer 29 anos (!??????!!!!!!!!!) é assim que me sinto perante tudo o que aí vem:

 

Alguém me acompanha nisto?

Sarah

Qua | 12.10.16

Filmes da semana: A Rapariga do Comboio e Snowden

Sarah

A semana passada vi dois filmes, assim de assentada: A Rapariga no Comboio e o Snowden.

O primeiro já me dava ânsias há algum tempo. Devo ser uma das 3 pessoas do planeta que ainda não leu o livro (NINGÚEM MO QUER EMPRESTAR, NÃO!?) mas há muito que o quero fazer. Já o filme.....deu-me alguns mixed feelings.

Gostei muito da prestação da Emily Blunt e penso que ela conseguiu prender o espectador ao ecrã mas os restantes actores resvalam para o normalzinho. Mas a história, o cerne da questão, para mim, é simplesmente espectacular! Eu sou uma ferverosa fã do género thriller, em cinema ou em livro, e este filme podia ter explorado isso muito melhor. Gostei de como acaba e de como revela o "wow factor" (quem leu sabe do que falo) mas há momentos em que tudo parece um pouco perdido....e eu perdi-me. Saí do cinema com ainda mais vontade de ler esta obra.

 Adoro este cartaz!!

 

Já o Snowden....hat´s off!

Primeiro é uma obra so mestre altíssimo do cinema: Oliver Stone. Depois relata aquilo que eu mais gosto nos filmes: uma história real.

Para quem não sabe, o Snowden trouxe à luz e aos meios de comunicação social a espionagem que o governo americano fazia aos seus cidadãos, sob a alçada do argumento "para a vossa própria segurança!". Podem ver o contexto aqui. O Ed Snowden continua fugido na Rússia, sob acusações de espionagem e mesmo atentado contra os Estados Unidos. E se eu o admirava antes, agora é um herói, o tipo que levou à criação do movimento Anonymous! Um homem brilhante, de uma inteligência como poucos e com uns cojones do tamanho do Pentágono! Brilhante.

E o filme agarra-nos do início ao fim, com um enredo rico e tão bem montado, uma lógica em cadeia, intercalando a vida pessoal do Snowden e as suas escolhas, com informações e métodos de trabalho da CIA, FBI e a NSA. E o meu merecido elogio para o Joseph Gordon-Lewit pelo esforço em ser o Snowden himself. 

 

Aconselho que vejam os dois filmes pois os dois têm qualidade, enredo e história, mas acho que se percebe qual deles ficou como o favorito.

 

Sara

Pág. 1/2