Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Experimentalista

Um guia, uma ideia, uma sugestão, ou apenas um sítio onde vir dar um passeio

Experimentalista

Um guia, uma ideia, uma sugestão, ou apenas um sítio onde vir dar um passeio

Sex | 20.01.17

Experimentalista Leu: A Gorda

Sarah

image.jpe

 

Ouvi um trmendo zum-zum em relação a esta livro, da Isabela Figueiredo. Comprei-o em 2ª mão a um rapaz que me disse que o leu de uma assentada de tão embevecido que ficou com o manuscrito. 

Sinopse (da wook):

Maria Luísa, a heroína deste romance, é uma bela rapariga, inteligente, boa aluna, voluntariosa e com uma forte personalidade. Mas é gorda. E isto, esta característica física, incomoda-a de tal modo que coloca tudo o resto em causa. Na adolescência sofre, e aguenta em silêncio, as piadas e os insultos dos colegas, fica esquecida, ao lado da mais feia das suas colegas, no baile dos finalistas do colégio. Mas não desiste, não se verga, e vai em frente, gorda, à procura de uma vida que valha a pena viver.

Este é um dos melhores livros que se escreveu em Portugal nos últimos anos.

 

Experimentalista:

Valendo a minha opinião o que vale, gostei, leu-se bem, mas perdeu-me pela repetição. O livro está todo em analepse, vamos inúmeras vezes ao seu passo e ás suas histórias, o que não tem que ser necessariamente mau, apenas nos perdemos um pouco, especialmente, se não o lermos de uma assentada.

É fácil gostar e sentir empatia pela Maria Luísa. De todas as suas facetas, teremos pelo menos uma, sentindo assim que a protagonista é um pouco como todas nós. É uma mulher comum que podia ter sido uma heroína de romance épico caso as suas escolhas tivessem sido outras e o seu corpo acompanhasse esse ideal. Mas temos na Maria Luísa uma mulher que amou demais, o David e a comida, e os dois deram-lhe muitos dissabores.

Outra coisa que, a meu ver, a autora não soube fazer com mestria foi a escrita dos momentos de prazer. Bem sei que escrever sexo não é para qualquer um mas, neste livro, tudo ora está fantasiado ora demasiado cru, não me deu gozo ler (e eu não sou fã do 50 sombras de branco e preto).

Para mim, o livro ficou mesmo bom nos últimos dois capítulos, onde temos relatados momentos de imensa ternura e beleza, onde o sofrimento dela se torna palpável e onde gostaríamos de ter estado lá para ela. Acaba de uma forma talvez cliché mas que nos deixa um sorrisinho nos lábios. 

O meu elogio à autora por nunca perder o fio à meada da sua história e por nos ter dado uma literatura leve sem ser por isso corriqueira.

 

E por aí? Já o leram?

Sarah