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Experimentalista

Um guia, uma ideia, uma sugestão, ou apenas um sítio onde vir dar um passeio

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Sab | 04.03.17

La La Land e eu

Sarah

Ainda não sei o que escrever sobre este filme.

Li hoje que depois da graça, caiu em desgraça, até mesmo juntos dos amantes de musicais. Chamam-lhe básico, superficial, sem conteúdo, uma treta. Acho que não seja para tanto, não é certamente pois não pode andar meio mundo enganado sobre um filme que, afinal, não presta.

Se algum dedo lhe aponto, é o da superficialidade. Não sou artista mas trabalho com eles e acho que esta temática podia ter sido abordada de uma forma mais intensa, mais real mas, lá está, o realizador nunca quis fazer disto um documentários sobre as agruras do showbiz. Ele queria fazer um filme feliz e, neste ponto, foi brilhante.

As cores são vivas e foram trabalhadas para o serem ainda mais, O Ryan (como sempre) rouba cada cena, cada momento em "palco" é dele e só dele. A Emma está dolorosamente bonita, fresca, parece saída do botão de uma flor. As músicas fazem sentido, e ainda que a voz e a dança não seja de mestre, nem o rigor da velha Hollywood lhes tenha sido aplicado, continua a ser algo bom e muito, muito feliz. 

O fim ganhou-me. O fim do La La Land é tudo para mim e, se me permitem ser um pouco spoiler, pôs-me a pensar na vida, de lágrima no olho. Vejam-mo, vivam-no, nem que seja para se sentirem um bocadinho felizes. 

Sarah

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