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Experimentalista

Um guia, uma ideia, uma sugestão, ou apenas um sítio onde vir dar um passeio

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Um guia, uma ideia, uma sugestão, ou apenas um sítio onde vir dar um passeio

Sex | 17.03.17

Meu querido St. Patrick

Sarah

Há 5 anos (já!?) via partir para a Irlanda o namorado de 3 anos, com quem, estava eu convencida, iria casar. Em 3 semanas, com casa comprada, arrumou as malas e foi à "procura de novas oportunidades". Em Portugal ele tinha um daqueles empregos de sonho, bem pago e sem horas. E tinha-me a mim mas isso não lhe bastava e por isso partiu para a Emerald Island. 

Fora os desgosto, esta ida valeu-me duas visitas à Irlanda, Dublin mais concretamente e posso dizer que fiquei a gostar daquela gente. A gostar muito, sem me permitem. 

Na segunda viagem a Dublin estive lá 10 dias e deu para ver muita coisa, para ficar a conhecer a cidade, para ir ás Wicklow Mountains e para engordar 6kg (vim de lá a sonhar com salada!). Deu para visitar a fábrica da Jameson, da Guiness e para comer o fish&chips. Deu para conhecer a rica e sofrida história irlandesa, desde a "fome da batata" (período onde 1/3 da população morreu à fome), até ao grito de independência da República da Irlanda. Foi em Dublin que, pela primeira vez gostei de chuva e de frio, apesar de saber que seria incapaz de viver num país com tão pouco sol. E de cerveja! Apaixonei-me pela Guiness em Temple Bar, ao descobrir uma cerveja que serve de refeição, com os seus grão tostados de sabor a chocolate.E a música.....com o Ed Sheeran temos um gostinho da musicalidade irlandesa, dos tamborins, dos violinos, dos banjos, das vozes angelicais. 

O melhor da Irlanda, foi ter-me levado para longe de uma relação que ia acabar comigo, que me ia destruir por dentro. O melhor da Irlanda foi ter sido a única maneira de eu me afastar dele e ver que há outras formas de amar, que amar não é o que ele fazia comigo. 

Há 5 anos entrava na Disney pela primeira vez, e o que celebravam lá? O St. Patrick´s day! Por todo o lado tinha trevos, canecas de cerveja e duendes saltitantes! Por todo o lado, via cabeças ruivas e o que eu adoro os ruivos naturais! Acho-os lindos de morrer, tão diferentes e, reza a lenda, que tive uma tia-avó ruiva de olhos verdes. Se a genética for minha amiga, ainda poderei ter a minha pequena Brave de cabelos cor de fogo.

It was class!

 

Sarah

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