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Experimentalista

Um guia, uma ideia, uma sugestão, ou apenas um sítio onde vir dar um passeio

Experimentalista

Um guia, uma ideia, uma sugestão, ou apenas um sítio onde vir dar um passeio

Ter | 13.12.16

Sobre o sucesso alheio....

Sarah

Hoje de manhã, durante o pequeno almoço, o Querido mostrava-me a capa de dois jornais espanhóis, um de madrid e um de Barcelona. No Madilenho, o Cristiano Ronaldo aparecia como um 4 de espadas, com 4 bolas de ouro. Achei a capa gira nas horas, diferente, criativa, espelhando bem o que significa este prémio, num universo de milhares de jogadores profissionais. Na capa do jornal de Barcelona, o prémio de Ronaldo era um mero rodapé, enquanto Messi aparecia em ponto grande, durante um treino, com os textos em basco. 

Ora que num jornal de Barcelona isto aconteça, já é de si expectável mas, ver isto a acontecer entre os portugueses? Ver que hoje, muitos dos comentários pelas redes sociais são a falar mal do rapaz, a chamá-lo de egocêntrico e presunçoso, armado em bom? Caramba, ele pode-se armar no que quiser pois se há coisa em que ele é, é bom! Muito bom, brilhante, um profissional de luxo, goste-se dele e da sua família ou não.

Da mesma forma, quando se fala de António Guterres, procura-se sempre o momento em que o homem se atrapalhou com as contas. Sempre! Como se isso definisse o homem e o profissional que ele é. Em Portugal, certamente o seu futuro teria sido pequenino, medianozinho, coisinho, tudo à medida do ser país. Lá fora, é o novo Secretário Geral das Nações Unidas e isso enche-me de um imenso orgulho e admiração.

E o que há de comum entre os dois? Tanta coisa senhores, tanta coisa:

-Ambos são extremamente dedicados: um ao corpo e o outro à mente. Se Ronaldo treina sem parar e faz de tudo para manter a máquina bem oleada, Guterres, na terra dos pais, deixava a brincadeira para "ir estudar e ser doutor".

-Ambos correm risco: um deixou a Madeira aos 11 anos e o outro deixou um país que não é mais do que uma corda no pescoço. Se saiu como os ratos? Talvez, mas foi para onde faz falta, e não para chairman de uma financeira internacional.

-Ambos amam o que fazem: façam o que gostam e não terão que trabalhar um único dia. Mais ou menos isto, não é? Ronaldo e Guterres são bons exemplos disso.

-Ambos são portugueses: e apesar das más línguas, dos insultos, das mais variadas formas que se encontram para rebaixar o outro, eles subsistem e vencem e eu gosto desse tipo de gente.

 

Agora, ide correr atrás dos vossos sonhos e dedicar-lhe o melhor de vós. Sim, também nisto eles são iguais.

 Sarah

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