Por mais que eu queira, depois de um dia de cão, sentar-me ao computador a escrever sobre a minha vida e sobre o mundo, o mundo não pára e parece que nunca o assunto é o mais actual.
No último mês, várias coisas aconteceram mas nad, é para mim tão intenso, me magoa tanto por dentro, como o caso dos incêndios em Pedrógão.
Ainda não sei o que escrever, ou como escrever, sobre uma estrada fantasma, de onde apenas restam as sombras de queimaduras no alcatrão. Antes as (...)
Eu nem sou de apelos ou de mandar as mãos à cabeça pois, por norma, quando alguma coisa me incomoda a sério vou lá eu e resolvo! Neste caso sei-me demasiado ínfima para ajudar sozinha:
Corre pela internet um apelo dos bombeiros de Mora o pedido de água e leite. A iniciativa (...)
Dizem que a epidemia do século XXI é o cancro mas eu acho que são as redes sociais. Vejo-as cada vez mais como os autos de fés do tempo da velha senhora só que agora, ao invés de pedras, paus e fogo, optamos pelo insulto fácil, gratuito, que magoa tanto como as armas de antigamente.
Pergunto por isso se é possível demitir um país das suas funções por excesso de vida desinteligente a bordo. Assim como os chefs e os hotéis perdem as estrelas, tiraríamos as estrelas a este (...)
Sempre tive um fraquinho por produtos novos, sejam eles roupas, maquilhagem, cremes, comida.....gosto de saber para que servem, o que prometem e o que posso esperar deles mas com o passar dos anos (ah a maturidade...) a curiosidade viu-se acalmada pelo binómio falta de dinheiro + verdadeira utilidade daquiloe comecei a questionar cada produto, cada compra. A melhor parte é que aquilo que antes fazia porque tinha que ser é agora um hábito e um gosto e cada vez menos perco a cabeça com (...)